1 Xavier Rudd

quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Para começar bem a sexta-feira o assunto é música. Ouvimos ele pela primeira vez quando estávamos morando na Nova Zelândia e desde então não saiu mais da nossa playlist. Isso faz 5 anos. Ouvimos no carro, nas festinhas em casa, nas edições dos nossos videos, até para acalmar as crianças… elas adoram o som do didgeridoo! Hoje a gente vai postar um artista que tem a cara do NOSGUSTA: estiloso, diferente, criativo e pé no chão (ele faz todos os shows descalço).

Xavier Rudd 
por: wikipedia


 É um cantor, compositor e multi-instrumentista  australiano. Nasceu em 1978, cresceu em Torquay, Victoria, e frequentou o Colégio St. Joseph's, Geelong. Ele ganhou uma forte reputação por tocar em festivais e por dar concertos na Austrália e na América do Norte. Os seus seguidores são maioritariamente da Austrália e do Canadá, lugares onde gravou diversos álbuns. Muitas das suas canções abordam temas como o ambientalismo, os direitos dos povos indígenas e também temas que apelam à consciência social. Para além de tocar o didgeridoo em muitas das suas canções, ele inclui vocais aborígenes australianos e canadenses em algumas das suas canções.

Rudd tornou-se numa presença constante em festivais de música em todo o Mundo, tais como o Bonnaroo Music Festival, o High Sierra (2004 e 2007) e o Wakarusa (2005), entre outros. Ele inicia os seus concertos com a frase "Are you feelin'?" (Estão a sentir?). Trabalhou extensivamente na América do Norte, e tocou em Turnê com The Beautiful Girls, Ani DiFranco, Jack Johnson, Good Old War, G. Love & Special Sauce e Rodrigo y Gabriela.
Xavier Rudd tem dois filhos, Joaquin e Finojet. Ele diz que leva consigo uma meia do filho Joaquin durante os períodos de turnês. Rudd tem uma empresa de gestão, Thompson Management, e a sua sede está localizada em Vancouver. Xavier Rudd é vegetariano, e ganhou o prémio anual da Peta de "World's Sexiest Vegetarian Celebrity" ("Celebridade Vegetariana mais sexy do mundo") em 2007.




2002: To Let
2004: Solace
2005: Food in the Belly
2007: White Moth
2008: Dark Shades of Blue
2010: Koonyum Sun
Álbuns ao Vivo
Live in Canada - Independente (2001)
Live at the Grid - Independente (2003)
Good Spirit - Independente (Abril 11, 2005)
Live Bonnaroo 2005
Live Bonnaroo 2007

Pra quem curtir, aí vão dois clipes: o primeiro é um videoclipe
de uma música que a gente adora e é bem astral, o segundo é ele escovando no didgeridoo (iraaaado!!! mas tem que estar no clima) Uma ótima sexta-feira pra todos!!!





2 ECOVILAS: a vanguarda da sustentabilidade



“ As ecovilas se encontram na vanguarda dos projetos de sustentabilidade do mundo…”



Há muito tempo venho me perguntando a que ponto nossas cidades terão que chegar para que alguma coisa seja feita? Aqui onde moramos, Florianópolis, está cada vez mais difícil encontrar a qualidade de vida tão almejada por quem buscou este lugar para viver. E eu digo isso porque o trânsito está parado - seja em qualquer horário ou lugar - obras inacabadas por todo lado, mal-feitas e que não são efetivas de fato. A segurança está nas mãos dos bandidos, porque polícia, não tem. Sistema de esgoto? Hahaha… aqui? Bom, deixa pra lá… Sem falar nos outros órgãos públicos, como Casan, Celesc, etc. Alguém já tentou resolver algum problema lá? Tenha paciência e perseveranca, um dia você consegue. Para fazerem uma calçada, coitados… levam meses a fio lutando contra a areia que “insixxxti” em subir pra cima da obra… Ô ventinho sul danado! Pois é gente, estou preocupada com o futuro que aguarda meus filhos. Viverão num caos? Aceitarão viver como os paulistas, a mercê duma situação caótica sem ter nada a fazer, apenas se adaptar? Meus amigos paulistas que me perdoem, mas considero vocês quase que mutantes. Já chegamos num ponto crítico ao meu ver, mas ainda dá tempo de fazermos diferente. 







Numa das minhas incursões pelo mundo da sustentabilidade, descobri um projeto muito legal chamado Gaia Education (depois falarei sobre ele em outro post). Ele propõe um modelo de design sustentável para habitações no mundo. Dentre os projetos gostaria de falar sobre este, um dos pioneiros no assunto:
A Ecovila Findhorn é uma demonstração tangível da relação entre os aspectos espiritual, social, ecológico e econômico da vida. É uma síntese do melhor do pensamento atual sobre o habitat humano, uma ecovila pioneira que existe desde 1985. Encontra-se no coração do Reino Unido, em Moray, na Escócia.

É um importante centro de educação holística servindo 9.000 visitantes por ano e mais de 50 países. É um modelo em constante evolução usado como um recurso didático por um número de universidades e grupos escolares, bem como por organizações profissionais e municípios em todo o mundo.
A ecovila Fundação Findhorn entre todas as comunidades do mundo industrializado, registrou baixa recorde da pegada ecológica*. A pegada ecológica* é uma ferramenta que mede o consumo de recursos e a criação de resíduos ou de lixo, cada vez mais indispensável ao mundo de hoje em que a eficiência energética e a sustentabilidade são fundamentais no esforço para combater as alterações climáticas.












A pegada ecológica da ecovila é pouco mais que a metade da média nacional britânica, o que significa que um morador de lá consome apenas a metade dos recursos e gera a metade dos resíduos ou do lixo que a média dos cidadãos do Reino Unido. A ecovila alcançou a extraordinária marca: um grande número de pessoas aqui se alimenta de produtos orgânicos e cultivados no local– e isso faz a grande diferença na pegada ecológica. Muitos moradores vivem em casas eficientes em energia. Além disso, temos quatro turbinas eólicas em funcionamento. Esses moinhos de vento fornecem não apenas a eletricidade de que precisamos, mas também, com a abundância de ventos que temos aqui, nos tornamos exportadores de energia. Outro fator importante é o compartilhamento de facilidades e recursos, como por exemplo o refeitório comunitário, que registrou uma pegada ecológica de consumo de 46% da média nacional. Um alto índice de empregos na própria ecovila reduziu drasticamente a necessidade de deslocamentos – os deslocamentos dos moradores da ecovila por carro ou trem são apenas 5% e 40%, respectivamente, da média nacional.



A partir deste estudo, pode-se concluir que é possível reduzir significativamente nosso consumo de recursos mantendo uma alta qualidade de vida.

“ Ainda há muito a ser feito para que nossa pegada ecológica chegue aos níveis verdadeiramente sustentáveis a que se referem os especialistas. Isso inclui a construção de moradias mais ecológicas e um aumento no número de visitantes vindos de todo o Reino Unido. Esses números vêm crescendo nos últimos anos e já chegam a 45%.”

Para a brasileira May East, educadora e consultora para sustentabilidade, moradora de Findhorn há 15 anos, “as ecovilas se encontram na vanguarda dos projetos de sustentabilidade do mundo. O design de ecovilas reconecta as demandas locais às ofertas locais, se utiliza de tecnologia verde e enfatiza uma vida comunitária cooperativa e saudável. Esse planejamento integrado permitiu que a ecovila Findhorn reduzisse seu impacto sobre o planeta”.

A ecovila conta com:
- 55 prédios ecologicamente corretos;
- 4 turbinas eólicas;
- máquina biológica para sistema de tratamento de esgoto;
- sistemas de aquecimento solar de água;
- esquema global de reciclagem;
- banco próprio e moeda comunitária;
- habitações ecológicas para moradores e visitantes;
- escolas;
- refeitórios;
- hortas orgânicas;
- mercados;
-empregos locais;

Somos um membro fundador da Rede Global de Ecovilas (GEN), uma organização sem fins lucrativos que une um movimento altamente diversificado mundial de ecovilas e projetos relacionados. Autônomos trabalham com agências intergovernamentais e na criação de orientação política para o desenvolvimento sustentável e execução de programas dentro da escala de sustentabilidade. A Fundação Findhorn Ecovillage recebeu a designação de Melhores Práticas das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (Habitat).