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nosgustaquarta-feira, 21 de setembro de 20111 comentários
A internet ampliou de forma inédita a comunicação humana, permitindo um avanço planetário na maneira de produzir, distribuir e consumir conhecimento, seja ele escrito, imagético ou sonoro. Construída colaborativamente, a rede é uma das maiores expressões da diversidade cultural e da criatividade social da nossa época. Descentralizada, a Internet baseia-se na interatividade e na possibilidade de todos tornarem-se produtores e não apenas consumidores de informação, como impera ainda na era das mídias de massa. Na Internet, a liberdade de criação de conteúdos alimenta, e é alimentada pela liberdade de criação, de novos formatos midiáticos, programas, tecnologias e redes sociais. A liberdade é a base da criação do conhecimento.
A Internet requalificou as práticas colaborativas, reunificou as artes e as ciências, superando uma divisão erguida no mundo mecânico da era industrial. Ela é o palco de uma nova cultura humanista que coloca, pela primeira vez, a humanidade perante ela mesma ao oferecer oportunidades reais de comunicação entre os povos. E não falamos do futuro. Estamos falando do presente. Uma realidade com desigualdades regionais, mas planetária em seu crescimento.
O termo WEB 2.0 é uma metáfora que nos diz exatamente isso, nos fala de uma internet onde todos são criadores e produtores de conhecimento, atores de um mundo em transformação. Os websites de hoje em dia possuem ferramentas que permitem todo tipo de interatividade. O proprietário de uma página na web hoje não depende mais de um especialista para atualizar o conteúdo de seu próprio site. Um exemplo disto são os sites produzidos pela Ybytu-catu, que utiliza softwares livres, permitindo aplicar preços menores e oferecer aos seus clientes ferramentas com tecnologia de ponta, funcionabilidade e segurança.
Softwares livres, são muito mais eficientes, estáveis e seguros (por exemplo: não pegam vírus). Possuem uma infinidade de aplicativos que realizam as mais variadas funções, sendo a maioria deles gratuitos que podem ser livremente baixados e utilizados. Também contam com suporte técnico de uma gigantesca comunidade de desenvolvedores, colaboradores e grupos de usuários, que disponibilizam todo tipo de tutoriais e alimentam centenas de fóruns de suporte que esclarecem qualquer dúvida de usabilidade. A compatibilidade com documentos de outros sistemas é total. Já foi o tempo em que, utilizar Linux, era algo restrito para poucos nerds (usuários mais avançados). Hoje em dia, o sistema está muito evoluído e muito fácil de usar.
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nosgustasegunda-feira, 19 de setembro de 20110
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A revista Trip do mês de junho passado tem na capa o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, levantando, mais uma vez, a polêmica sobre o uso da maconha e divulgando o novo documentário, Quebrando o Tabu, no qual traz a tona o debate em torno da regularização das drogas e, principalmente, a questão da maconha.
Segue um trecho da entrevista que FHC cedeu a revista. Abaixo o texto é de Sônia Bridi para o Fantástico.
Um ex-presidente da república roda o mundo, grava um documentário e levanta uma bandeira bem polêmica. Segundo ele, o consumo de maconha deveria ser regulamentado. O líder do PT na Câmara dos deputados, Paulo Teixeira, já defendeu publicamente até a formação de cooperativas para o plantio de maconha. Agora, o ex-presidente, Fernando Henrique Cardoso, prestes a completar 80 anos conduz um documentário que defende a descriminalização do uso de drogas e a regulação do uso da maconha. Para ele, “as pessoas não tem coragem de quebrar o tabu e dizer vamos discutir a questão!”
No filme Quebrando o tabu que já estreou nas salas de cinema FHC e ex presidentes do México, da Colômbia e dos Estados Unidos como Jimmie Carter e Bill Clinton, reconhecem: falharam em suas políticas de combate as drogas. Quando questionado o por que de não ter sido implementada tal política em seu governo, FHC rebate: “primeiro porque eu não tinha a consciência que tenho hoje, segundo porque eu também achava que a repressão era o caminho”.
Todos concluem que a guerra ao combate as drogas iniciada há 40 anos é uma guerra fracassada, bilhões de dólares são gastos no mundo inteiro, mas o consumo cresce, e cresce o poder do tráfico espalhando a violência. As armas apreendidas dos traficantes no Rio de Janeiro são a prova de que a policia trabalha “enxugando gelo”.
É preciso ir além das apreensões de drogas e do combate aos traficantes. O diretor do documentário Fernando Grostein Andrade afirma: “o ponto central é questionar a lógica de guerra, não é defender o uso da droga, é apenas dizer vamos pensar se não tem jeitos mais inteligentes e mais eficientes de lidar com esse assunto”.
Na lista das drogas mais perigosas da revista médica Lancet, respeitada no mundo inteiro, a maconha aparece em 11o lugar no ranking. Bem atrás do álcool e até mesmo do cigarro que são vendidos legalmente. “Álcool é mais letal do que a maconha, e não se diz isso, mas é!”
Regular não é o mesmo que legalizar. E foi isso que Fernando Henrique Cardoso descobriu indo pra Holanda. Lá a maconha é vendida em cafés, mas o governo não legalizou o uso indiscriminado. Funciona assim, a regulamentação determina que você não pode consumir nas ruas nem vender fora dos cafés. Nos locais determinados fuma-se maconha sem repressão policial. Lá o consumo de maconha é tolerado e, mesmo assim, vem caindo.
De acordo com Fernando Henrique Cardoso em seu documentário, “ a maior parte dos que usam droga querem se safar, querem sair da situação de droga e a existência de um caminho que não os leve a cadeia, mas se leve a um tratamento é positiva”. O Dr. Elisaldo Carlini (médico especializado em drogas pela UNIFESP) alega: “é um caso de saúde, não um caso de policia”.
Mas qual é a estrutura que o Brasil tem hoje para tratar seus dependentes? As pessoas ficam perambulando pelo sistema de saúde, pelas ruas, principalmente os usuários de crack, e nós, ficamos desassistindo ativamente essa população.
O ministério da saúde já fez as contas do que falta para tratar dependentes químicos: 3.500 leitos hospitalares, 900 casas de acolhimento, 150 consultórios de rua, para chegar as cracolândias, por exemplo. Mas a previsão é atingir essa meta só em 2014.
O documentário dá uma pista de que campanhas de prevenção abertas e honestas podem funcionar. Vê-se no depoimento de Paulo Coelho, escritor e ex-usuário de drogas: “o grande perigo da droga é que ela mata a coisa mais importante que você vai precisar na vida, é o teu poder de decidir. A única coisa que você tem na sua vida, é o seu poder de decisão. Você quer isso, ou você quer aquilo. Seja aberto, seja honesto. Diga isso, realmente a droga é fantástica, você vai gostar... mas cuidado, porque você não vai poder decidir mais nada! Basta isso.
Trailer do documentário: Quebrando o Tabu um filme de Fernando Grostein Andrade
Trechos da entrevista do ex presidente da república Fernando Henrique Cardoso para a revista Trip
E o que o senhor descobriu quando começou a estudar o assunto?Quanto mais eu e os outros líamos, mais chegávamos à conclusão de que a guerra às drogas era falida e que o objetivo de zero droga é inalcançável. E, por isso, era preciso buscar outra abordagem, outra estratégia para tratar do assunto. Nossa comissão latino-americana há uns três anos lançou um documento que teve muita repercussão no mundo. O que dizia era mais ou menos o seguinte: os recursos estão todos concentrados em destruir a produção e combater o tráfico. Mas nada é feito para lidar com os efeitos na sociedade e em quem usa. Nada era feito de fato para reduzir o consumo. Com o cigarro, por exemplo, houve um esforço grande e caiu o consumo. E depois descobri que é preciso reconhecer que as drogas são múltiplas, e os efeitos não são homogêneos. Desde cigarro, álcool, maconha, heroína, cocaína. Vários mitos desabavam diante das pesquisas.
Que mitos, por exemplo?O de que o uso de uma droga leva, necessariamente, a outra. Não é verdade. Vocês podem ver no filme que a ex-presidente da Suíça dá um depoimento mostrando que o que leva de uma droga a outra não é o consumo, mas o mercado. É o traficante que induz. Outro mito que pude verificar pessoalmente em viagens é o de que existem drogas leves e pesadas. Sim, umas são mais pesadas do que outras, mas depende muito mais do tipo de uso que se faz. Se você acorda já fumando maconha é complicado. Se você acorda bebendo cachaça é ainda mais grave. Mas se você toma uma cachaça de vez em quando é bem mais tranquilo. O mesmo se aplica a maconha, heroína, cocaína… Então precisamos ter uma visão mais sofisticada sobre isso se quisermos, de fato, reduzir as consequências negativas. (…)
Mas sofisticar a informação não basta sem uma mudança legal na hora de diferenciar uma droga da outra. Como o senhor encara a questão da maconha, especificamente?Isso não é simples. Primeiro temos que descriminalizar o usuário. Mas mesmo na hora de diagnosticar o que é usuário e traficante é complicado. Porque todo usuário, uma hora ou outra, acaba sendo um pequeno traficante. Como o acesso à boca de fumo é ilegal, alguém que se arrisca aproveita e também pega para os amigos. Então isso cria uma teia de ilegalidade que é melhor acabar. Pelo menos no caso da maconha. Minha opinião é a de que a maconha pode ser tratada de forma diferente. Isto é, regulada como é o álcool e o cigarro.
Isso vai bem além de descriminalizar o uso. Regular significa criar formas de produção e venda permitidas por lei, certo?Uma coisa leva a outra. A opinião pública não aceita as ideias de uma vez. A gente precisa criar efeitos em cadeia. Quando você discute drogas, é fácil convencer uma pessoa de que o usuário não deve ir para a cadeia e que ele precisa de tratamento médico. Com isso quase todos concordam. Mas, no caso da maconha, a pessoa não requer tratamento. Em seguida, você tem que perguntar: e o que fazer agora? Ninguém pensa em liberar totalmente o uso. Mas, quando você vê os fatos, na verdade a maconha é menos danosa do que o álcool e o cigarro. Agora, vamos supor que ela seja colocada na mesma categoria desses dois. Ora, você não vai liberar álcool e tabaco para menores de idade. Em certos países existem restrições mais drásticas em relação às bebidas. Hoje, em São Paulo, se você fuma precisa ir para a rua acender um cigarro. Há 15 anos todo mundo respirava o mesmo ar infecto do cigarro. Antes fumar era sinônimo de glamour, agora não é mais. Isso vem de uma regulação maior. Mas alguém produz o álcool, o cigarro, alguém os vende.
Como poderíamos criar um mercado regulado de maconha?Tem mil caminhos. Não há uma receita. Isso tem que ficar bem claro. Nada resolve. Nada acaba com o uso nem com os malefícios que ela possa causar. Mas precisamos criar maneiras de reduzir os problemas. E tem muitas experiências nas quais podemos nos espelhar. Em Portugal, a descriminalização e, na prática, a não perseguição ao usuário deram certo.
Mas Portugal não tem um modelo de produção e venda de maconha. O tráfico continua.E isso é o que precisa ser discutido aqui. Uma coisa é o uso da droga e o que isso causa no usuário. Outro é o tráfico que gera violência. Em Portugal o tráfico não está atrelado à violência. Na Holanda eles podem vender, cobrar impostos nos coffee shops, mas a maconha entra no país ilegalmente. O Estado fecha os olhos à ilegalidade. Eles dão uma justificativa: “É melhor resolver metade do problema do que nem a metade”. É verdade. Mas vai para o México ou para uma favela carioca. A violência é o problema mais grave e vai continuar sendo. E não podemos realmente deixar o tráfico prosperar. Então não dá para aplicar a mesma receita igualzinha de um país para outro. No Brasil eu iria com cuidado. Faria alguns experimentos. Precisamos discutir e, na hora que descriminalizar o uso, poder perguntar: e quem produz?
E, na sua opinião, quem produziria?Cooperativas, autorizações para produção em pequena escala, jardins particulares para uso pessoal. Alguma coisa assim deveria ser experimentada para ver se a coisa anda. As estatísticas mostram que 80% dos que usam droga usam maconha. E, como ela é a menos daninha, menos que o cigarro, é razoável que a gente a separe das demais, para tirar essa receita do tráfico e concentrar o combate nas outras drogas que são mais perigosas. Essa é a discussão. E há no Brasil certo cinismo quando se discute isso… Porque o acesso à maconha aqui é amplo. E isso é errado. Não tem critério nenhum. Qualquer um consegue.
É como se fosse liberado.Exatamente. Ontem mesmo estava ouvindo no rádio que estavam vendendo livremente maconha em uma escola. E pior, o cara que vende não vende só maconha… Isso é um problema social grave para o qual não podemos mais fechar os olhos.
Apesar de achar ele muito parecido em todos os seus papéis, considero-o um dos meus atores nacionais preferidos. Selton Mello vai para seu segundo trabalho como diretor, e assume ter passado por uma crise profissional e pessoal, o que teria sido um ponto de partida para a sua mais nova produção: O Palhaço - com estréia prevista para outubro nos cinemas.
“Tinha tudo para estar bem e não estava. Não me sentia feliz com aquilo tudo” .
Descreveu Selton Mello, em entrevista coletiva realizada em Paulínia, local onde está rodando o filme, orçado em R$ 5 milhões. Um sentimento pessoal de dúvida, até em relação à própria profissão, dividia o ator e diretor, enquanto atuava em Jean Charles, de Henrique Goldman.
O filme tem como protagonista da história, o palhaço Benjamin, que usa o nome artístico de Pangaré (interpretado pelo próprio Selton). Como o ator, este palhaço tem dúvidas sobre o próprio ofício, acha que não sabe mais fazer rir. E viverá os dilemas dessa crise ao lado do pai, o palhaço Valdemar, ou Puro-Sangue (Paulo José, que pela primeira vez contracena com Selton).
O ator esclarece que, a partir de um determinado momento, o personagem ganhou vida própria, com suas próprias questões. Portanto, é um personagem “mais metafórico do que autobiográfico”.“A crise foi só um ponto de partida. Ele tem pensamentos que não são meus”, acentua.
Num certo ponto da pré-produção, Selton cogitou de não atuar, apenas dirigir. Assim sendo, convidou primeiro o ator Wagner Moura, depois Rodrigo Santoro, para o papel. Mas os dois estavam envolvidos com outros projetos, Moura em Tropa de Elite 2, e Santoro, em Heleno, sobre o jogador de futebol Heleno de Freitas. Aí Selton decidiu defender ele mesmo o papel que conhecia melhor do que ninguém, assumindo, ainda, o desafio de atuar e dirigir ao mesmo tempo - o que não foi o caso em Feliz Natal, que só dirigiu.
Nem por girar em torno de uma crise de identidadeO Palhaço terá um tom dramático muito carregado, diferindo bastante de Feliz Natal. “Meu desejo pessoal é que seja um filme solar, legal de ver”, frisa Selton.
Indagado se agora a crise passou, Selton comenta: “Filmar é bom, porque você fica pensando em coisas mais alegres, figurinos, sapatos, atores”.
SELTON MELLO
Nasceu em 1972 em Passos, Minas Gerais. Começou sua carreira como ator ainda na infância, estreando na televisão aos 8 anos de idade. Atuou em minisséries como O Auto da Compadecida, A Invenção do Brasil, Os Maias, Os Normais e A Cura. No cinema, entre seus principais trabalhos estão os filmes Lavoura Arcaica, Lisbela e o Prisioneiro, O Cheiro do Ralo, Meu nome não é Johnny, A Mulher Invisível e Jean Charles. Conquistou inúmeros prêmios em festivais nacionais e internacionais. Em 2008, foi lançado o filme Feliz Natal, estréia de Selton na direção. No momento trabalha na divulgação de seu segundo longa metragem como diretor O Palhaço.
Sinopse
Benjamim (Selton Mello) e Valdemar (Paulo José) formam a fabulosa dupla de palhaços Pangaré e Puro Sangue. Benjamim é um palhaço sem identidade, CPF e comprovante de residência. Ele vive pelas estradas na companhia da divertida trupe do Circo Esperança. Mas Benjamim acha que perdeu a graça e parte em uma aventura atrás de um sonho.
Elenco
Paulo José
Selton Mello
Larissa Manoela
Giselle Motta
Teuda Bara
Álamo Facó
Cadu Fávero
Erom Cordeiro
Hossen Minussi
Maíra Chasseraux
Thogun
Bruna Chiaradia
Renato Macedo
Tony Tonelada
Fabiana Karla
Jorge Loredo
Jackson Antunes
Moacyr Franco
Ferrugem
Produção
Bananeira Filmes
Fundada em 2000 pela produtora Vânia Catani, a Bananeira Filmes vem consolidando-se no mercado cinematográfico como uma importante produtora brasileira, tendo como característica principal o investimento em produções independentes de notória qualidade artística. Produziu os longas-metragens de estréia dos prestigiados atores Selton Mello e Matheus Nachtergaele. Após sua bem sucedida experiência no premiado Feliz Natal, a parceria com Selton Mello se repete agora em O Palhaço, seu segundo longa. A Festa da Menina Morta, dirigido por Nachtergaele, teve sua première mundial na mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes e representou o cinema brasileiro no MOMA Institute de New York, em mostra organizada pelo Programa Ibermedia, entre diversas participações e premiações em importantes festivais.
Imagem Filmes
Empresa nacional, a Imagem Filmes vem se consolidando cada vez mais no mercado de entretenimento do país como uma distribuidora de filmes independentes, que oferece grande variedade e produções com qualidade, vindas dos quatro cantos do mundo - atuando nos segmentos de cinema, vídeo e televisão.
Fundada em 1998, a Imagem Filmes, lançou grandes produções, como Bruna Surfistinha, Gnomeu e Julieta, Cidade de Deus, Chicago, Kill Bill, Crash - No Limite, Abril Despedaçado, Madame Satã, Super-Herói - O Filme, Os Normais 2, Sempre ao Seu Lado, Jogos Mortais - O Final entre outros.
A empresa foi líder entre as distribuidoras independentes, nos anos de 2007 e 2008, sendo que em 2009 e em 2010, a Imagem Filmes foi a distribuidora com o maior número de títulos lançados nos cinemas brasileiros.
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nosgustasábado, 17 de setembro de 20111 comentários
Hoje foi um dia muito especial. Tivemos um encontro na escola do meu filho mais velho para prepararmos os “The Children Root” para o bazar da festa de primavera. Como é o nosso primeiro ano numa escola Waldorf, não sabia o significado das famosas “Crianças Raízes”.
Começamos o dia mexendo em lã de carneiro e as preparando para a feltragem. Que delícia lidar com materiais naturais!
Molhávamos elas numa bacia com água quentinha e enrolávamos num ovo de galinha vazio. E assim passamos a manhã toda.... fazendo um trabalho profundamente terapêutico, trocando idéias entre as mães e produzindo algo fabuloso, que até então, desconhecia.
Dentro da metodologia Waldorf os ritmos da natureza estão profundamente ligados a pedagogia aplicada com as crianças na escola. A construção dos The Children Root significa a preparação das crianças para a chegada da primavera. Primeiramente os ovinhos são feitos fechados, como um outro ovo qualquer na natureza, e colocados pelo jardim de casa ou da escola.
Esses ovinhos estão por anunciar a vinda das criaturas que vivem no subsolo da terra assim que a nova estação chegar. É como ver uma flor emergindo do chão e dizer-lhe para esperar, até que a Mãe Terra abra a porta antes que ela possa florescer. Quando finalmente chega a primavera os ovinhos então se abrem (trabalho feito por nós) e surgem as “Crianças Raízes”. É oficialmente a primavera!
Hoje vivi uma experiência única, como todas as outras que tenho experimentado com a chegada dos meus filhos, e gostaria de dividi-la com vocês. Foi um dia muito especial. Tivemos um encontro na escola do meu filho mais velho para prepararmos os “The Children Root” para o bazar da festa de primavera. Como é o nosso primeiro ano numa escola Waldorf, não sabia o significado das famosas “Crianças Raízes”.
Começamos o dia mexendo em lã de carneiro e as preparando para a feltragem. Que delícia lidar com materiais naturais! Molhávamos elas numa bacia com água quentinha e enrolávamos num ovo de galinha vazio.
E assim passamos a manhã toda... fazendo esse trabalho profundamente terapêutico, trocando idéias entre as mães e produzindo algo fabuloso, que até então, desconhecia.
Dentro da pedagogia Waldorf os ritmos da natureza estão profundamente ligados a metodologia aplicada com as crianças na escola. A construção dos The Children Root significa a preparação das crianças para a chegada da primavera. Primeiramente os ovinhos são feitos fechados, como um outro ovo qualquer na natureza, e colocados pelo jardim de casa ou da escola.
Esses ovinhos estão por anunciar a vinda das criaturas que vivem no subsolo da terra assim que a nova estação chegar. É como ver uma flor emergindo do chão e dizer-lhe para esperar, até que a Mãe Terra abra a porta antes que ela possa florescer. Quando finalmente chega a primavera os ovinhos então se abrem (trabalho feito por nós) e surgem as “Crianças Raízes”. É oficialmente a primavera!
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nosgustasexta-feira, 16 de setembro de 20111 comentários
Na tua respiração a luz do sol
Em teu pão o sal da terra
Nos ouvidos tuas palavras verdadeiras de amor
Sustentar tua crescente vida, mudando;
Que o teu espírito possa trabalhar
Que a tua alma seja aquecida pela alegria
Que o mundo o teu corpo seja construído.
Adam Bittleston- Meditative Prayers for Today
O inverno está chegando ao fim e junto dele estão indo as últimas fagulhas do fogão a lenha, as toucas e meias de lã, o cheiro de sopa no ar, de mingau de aveia, e, principalmente, os resfriados (assim espero!). Dentro de alguns dias estaremos recebendo a primavera, mais especificamente dia 23 de setembro temos o equinócio da primavera, estação do ano que mais gosto. Os primeiros brotos de flores já começaram a despertar no quintal. A amoreira está carregada. Hum... cheiro de torta de amora!!! Todos os anos eu escalo os filhos das amigas para colherem as amoras do quintal e fazermos a torta de amoras. Acho que esse ano a casa vai ficar cheia!!! Mas e o inverno? O que nos deixou além de gripes, muita chuva e um frio intenso?
O aprendizado da estação ensinou que como os dias escuros do inverno, nossa voz interior nos lembra de ter tempo para nós mesmos. Tempo para permitir que o tom reflexivo da temporada possa escoar e encontrar um ritmo e padrão de vida próprios. O inverno nos ensina que, na calada do momento existe uma chance de encontrar-se.
Na maternidade encontrei-me. A única e, talvez, a maior oportunidade em que embarco num compromisso de vida para aprender sobre como transformar a mim mesma. A cada momento reflito sobre esse aspecto do que é ser mãe. O sacrifício, o crescimento, as limitações e a transformação de mim mesma expressa e revela a esperança para o futuro.
Nancy Poer* escreveu sobre a Madonna Sistina - de Rafael, que é em essência, uma chamada para o nascimento de alguém superior. Nossos próprios filhos são uma oferta para o mundo. E como mãe, eu acredito que somos chamados a examinar e cultivar dentro de nós mesmos o que pode ser o bem estar das gerações futuras. É uma verdadeira bênção ser mãe de fato. Uma oportunidade para os pais verem o mundo de novo com beleza e possibilidades, e se voltar para a reflexão interior com o compromisso de proteger esta fonte de vida que sustenta a todos nós.
* “…let this sublime image be there to speak of a future when we shall, out of our own spiritual striving, give birth to our higher selves. When we can create the wise, pure, and sacred space in our own souls (the holy Sophia) to let the Sun light of our higher selves condense, take form, and come to birth to guide our lives, our thoughts, our mission on earth with one another, then we will realize we all share immortal spirituality.”
Nancy Jewel Poer - Reflections on the Sistine Madonna
O Blog Nosgusta surgiu da necessidade de produzir e compartilhar conteúdo nas áreas de cinema, entretenimento, cultura, moda, beleza, saúde, vida sustentável, política, viagens, música e esportes. Nós publicamos tudo o que consideramos interessante e relevante nesse mundo "fermentado" da informação. Informação com opinião. Tudo o que nos gusta.